Minotauro é o novo jogo cibernético dos pacifistas da mente desnorteada pelo impacto da tecnologia.
Já nem existe o touro/homem do mito longínquo de Teseu às voltas no labirinto de si mesmo; a realidade continua a ser construída pelos números: 0 1. (Base binária que serve, na era tecnológica da informação, de cerne à eclosão da tecnologia urânica e quântica moldada pela mente das sinapses entre uma torre e a lenda das moiras e o brutal embate entre civilizações).
Antes de libertarmos a liberdade, o exemplo deve ser denunciado contra a crueldade que devassa os fundamentalismos e como, Teseu seguir o mito - eletrónico ou da moura?
A tradição vem de longe, de Ulisses a caminho da Europa, o touro branco da paz no ecrã de uma religião qualquer que celebra no cálice a união das culturas.
O Touro é regido por Vénus (assim como a Balança), a protetora das navegações e do verde mar e esperança da viagem a Creta ou à arena do sacrifício que ficou como vestígio da tradição nos vasos de cerâmica e nos anais cruéis do Coliseu. Hoje, a moda é fazer a catarse contra o ídolo do marquetingue ou escolher a via de Teseu por entre a córnea de um bravo animal – trajeto para o centro de si e do fado que teima em seguir a roda do destino. A hora é de optar pelo final da ara ou prosseguir na rota das praças das catedrais dos mestres ocultos do tempo das virgens e moiras encantadas.
O vermelho simboliza o sangue, mas também o vinho e o aço das bigornas e cravos dos mestres que construíram os templos (plantados) pelo território dos conventos e alambiques dos jardins herméticos da pátria que ainda vai cumprir seu ideal.
O touro é um signo ('o estigma da crueldade das adagas a lavrar o mar') de temperamento melancólico e pacifista que luta contra o derramar do sangue pela terra que suporta a existência de um plasma do futuro a jogar contra um outro planeta a colonizar ou a ascensão ao poder na hierarquia social. Teseu tem que seguir a via do mar (O Princípe (im)Perfeito era de temperamento fleumático, de Peixes que navegam águas conturbadas) para chegar à ilha do rei Minos e travar, na arena circular da memória, o voltear dos atletas por cima da córnea dos bravos touros que faziam parte do rebanho de Poseidon/Neptuno e o fado tinha aprisionado pela luxúria ou instinto de poder real. Mas o arquiteto prefere encerrar o seu dilema num labirinto e construir o mito da sociedade futura num plasma de 0 1. O caminho, prenunciava o minotauro do antro, a seguir era o centro de si. Matar o touro e deixar o homenzito no ecrã invadir os nossos sentimentos e emoções é como uma catarse contra uma folha de papel em branco. Espetáculo e crueldade, não!, mas também procurar perceber a arte e a emoção desse bravo animal que o homem, aqui, no Ocidente, teima em consumir como se as vacas das passagens bíblicas não fossem mesmo sagradas por direito divino e não teológico. Teleológico e não fatalógico de um mito quântico que robotiza as mentes com rituais que não compreendem das tradições e da força brutal com que a investida atinge o animal: é o sacrifício retalhado pelas farpas do espetáculo que magnetiza e enfeiça a nova release do herói das mulheres de Atenas. O Minotauro simboliza a dupla natureza entre humano e animal, o cibernético a jogar o labirinto em frente à máquina que já chega do Oriente para calcular a ignorância da história e da mitologia do povo/raça de que faz parte o sonho das lendas das moiras e das princezas encantadas que vivem em ilhas a que não teve êxito a demanda dos Quixotes. O Touro é um signo do elemento/temperamento Terra e melancólico, e dá líderes que arrastam multidões e fazem mudar o curso da história dos povos e das civilizações através da cor dos inocentes que bordam o estandarte nacional de sangue de mãos sujas para fugir à justiça dos conspiradores. São fiéis aos seus princípios, nem sempre de acordo com as regras estabelecidas, mas podem saber conciliar uma vida de sacerdócio (JP 2) num espírito de missão ou de führer fanático pelo controlo (naquela altura utópico) do mundo ou de um país (Hitler e Salazar). São também grandes artistas (plásticos, poetas, escritores) e historiadores, um pouco melancólicos ou de espírito franciscano que vive na sua natureza.
O touro é uma saga mítica e ancestral da filosofia chinesa contada em dez etapas, através de uma tradição que vem de longe e que se complementa pela cabala hermética do mito das etapas e fases da obra a erigir ou a transmutar dos cinco elementos do pensamento oriental, que correspondem aos sentidos físicos em que se apoia a mente ocidental e lusitana para tentar explicar o mundo quântico e cibernético e caótico qb para manter o seu rumo de povo herdeiro das tradições judaicas e gregas (mais do que árabes e islâmicas), a que se juntou o portento crístico da transformação da água em vinho daquele que atravessava as águas sem se molhar.
No Oriente o touro de Mitra simboliza o renascer da natureza (como o caneiro de Ram ou os peixes crísticos da redenção), o cordeiro da narração bíblica; as vacas são portadoras de oráculos e são reverenciadas como seres (entre os animais) com um tratamento humano e (visto na perspetiva atual) transcendente. O paradoxo, tal como na Tourada e o derrame do sangue, existe na fome que alastra e é ritualmente morta pelo sacrifício dos povos de tribos que vivem na floresta dos sonhos ou do jogo que desafia a capacidade «técnica» do «herói» a penetrar o templo ou o antro da sua consciência...
São dez lições para domar o touro, em vez das viagens do mito ocidental para o imolar na arena ensanguentada da memória cruel do combate entre o humano, o artificial e o sacrificial. (ten bulls / ox herding).
25.4.09
17.6.06
arquetipologia
A Nação lusitana é una, apesar das variadas idiossincrasias e da dualidade psicológica intrínseca daqueles que a compõem (predominância do hemisfério cerebral esquerdo ou direito: racionalidade, via masculina, real, ativa, dórica, versus imaginação: via feminina, sacerdotal, passiva, jónica). A conjugação desta dualidade encontra-se patente na intuição (a «via do meio»). Com várias qualidades e outros tantos defeitos, fomos construindo a pátria ao longo de mais de dois mil anos, defendendo o espaço onde nascemos e crescemos com afinco e valentia, para legarmos às gerações vindouros a imagem de povo eleito para grandes feitos, apesar dos altos e baixos que tem sofrido de tempos a tempos e da mediocridade e apatia em que atualmente se encontra mergulhado.
Ser-se português é, como disse Agostinho da Silva, uma questão «de ser-[se], ou não, à maneira portuguesa. É ser variadíssimas coisas ao mesmo tempo e por vezes coisas que parecem contraditórias. É a possibilidade de encarar um tema e de o encarar de várias maneiras, conforme a época em que viveram, a linguagem que utilizavam, a maneira que se sentiam na vida.» É a constante dialética na luta entre o humano e o divino, a dualidade entre matéria e espírito, místico e racionalista simbolizada na encarnação histórica (avatares) de D. Nuno do Hospital (São Nuno Álvares Pereira), Afonso Henriques e de outros grandes mestres e artesãos da nação lusitana.
Como prova a nossa história, Portugal é um país de santos, poetas e heróis – o espírito (causa/pensamento), a alma (ato/vida) e o corpo (efeito/ação) da Nação –, quinta-essência dos quatro temperamentos «ideais» da filosfia naturalista da Antiguidade e da doutrina dos humores hipocráticos, associados aos quatro elementos empedoclianos: terra, água, ar e fogo, ligados a um determinado tipo sanguíneo e a um perfil tradicional, cultural e espiritual. (Por uma questão de espaço não desenvolveremos a relação entre elementos, alimentos e sangue; embora de grande relevo para a compreensão dos temperamentos («cada um é aquilo que come»), o estudo desta relação fica para mais tarde).
A combinação destes 4 elementos, que são responsáveis pela têmpera dos portugueses, é o fundamento do mundo material. A essência provém da sua justa transformação na economia da era e sublima a dualidade entre deus e diabo ou a bela e os monstros – o ser e o parecer, transversal a povos e mitologias de todos os ciclos da história da civilização terrena. O português, como povo humanista, pratica as virtudes com grande fé e com esperança de que o mundo será sempre melhor, sem se esquecer de praticar a caridade com aqueles que, por qualquer motivo se encontram num degrau inferior da escala diatónica do horóscopo pessoal – e que, ciclicamente, têm vindo a representar a nação ao longo da secreta história deste povo. É com todos estes elementos que se irá operar a transformação, de onde surgirá a essência da arte de ser português – veiculada pela tradição açoriana e isabelina do Santo Espírito e pela simbologia popular do signo-de-salomão. A nossa religiosidade íntima (peculiar) é um misto de influências das três religiões do livro (e influências pagãs) com a conjugação dos elementos estampada na cruz de David (a oposição/complementaridade entre terra/ar e água/fogo). Cada um dos 4 elementos está tradicionalmente, no Ocidente, ligado a 3 signos zodiacais, regidos pelos sete planetas/metais da alquimia e das mitologias – que conta a vitória (e desventuras) dos heróis na tomada dos castelos, a vida pacífica (por vezes, atribulada) dos poetas que não fazem castelos no ar e a abnegação (ascética) dos santos, por vezes com ar de guerreiros. São três as escalas musicais (fá do sol) para tocar o fado e três os fados (castiço, fadista, faducho) a cantar a nossa saudade de ser o que somos (brandos costumes) e ainda o que os nossos antigos não foram nem . Cada uma das notas dá a tónica das sete virtudes (e tantos «pecados» por vezes cometidos com a ambição de possuir selvaticamente o mundo dos outros) de um povo humanista, fraternal e místico, por vezes brutal e descrente consigo mesmo, esquecendo-se do mito que o Velhos dos Restolhos contava e avançando a passo seguro na senda do Novo Império –, onde as tradições ligadas aos cultos de Zaratustra, Lao-Tsé, Confúcio, Mitra, Mani, Buda, Cristo, Maomé e todos os grandes iluminados que escreveram a história ideológica da época (ou da era), serão no futuro uma espécie de síntese dos seus ensinamentos nas trovas de um Bandarra da estirpe de Camões e de todos os notáveis arquitetos do património cultural das letras lusas.
Não aprofundaremos mais o simbolismo da numeralogia para não nos perdermos nos carateres dos 12 signos e casas zodiacais ou no dédalo da interpretação astrológica da horoscopia ocidental, onde cada um dos nativos é uma peça-chave da longa cadeia entre passado e futuro. O presente é sempre o elo entre as evocações da memória e as invocações da imaginativa da história futura.
Neste esboço dos 4 arquétipos nacionais básicos, irão ser descritos, um a um, os quatro temperamentos (como tipos ideias, digamos) que formam a alma da nação e de onde se extrai a essência da arte de ser português –, deixando de lado as várias gradações (e combinações) possíveis dos elementos que os constituem. (O Quinto Elemento é a resultante espiritualizada de cada um, uma espécie de perfeição a que chegam os monges, as crianças e os eleitos de todos os tempos – a paz interior que irradia do brilho onde reina a lei por entre a grei da aldeia global e fraternal. Mais lá para a frente voltaremos à carga com a importância e a clivagem entre o material do Ocidente, apoiado nas colunas de um Hércules que se esqueceu dos ensinamentos, e o Oriente (mais) espiritual, ancorado na tradição de mais um elemento – que por cá se conta como os cinco sentidos).
FOGO
Estão associados e este elemento os nativos do Carneiro, Leão e Sagitário – o conquistador (herói, cavaleiro e guerreiro). De temperamento colérico, estão relacionados com o tipo sanguíneo AB (o mais recente na história filogenética da humanidade) e mostram-se fervorosos combatentes e fogosos heróis que têm vindo a defender a pátria com suas espadas flamejantes e o seu espírito indomável. São ainda os ferreiros e alquimistas que forjam as armas da vitória e os grandes comandantes de exércitos que, apesar de, por vezes, estarem em minoria, vencem pela estratégia e pelo valor dos destemidos soldados que disciplinadamente obedecem aos seus chefes. Alguns têm maus fígados (podendo ser cruéis e fustigados pela ira divina), mas iluminados pelo fogo do espírito, estes místicos mantêm acesa (na forja) a chama viva da liberdade: sua, e do povo que, com amor, representam e defendem. Brincar com o fogo é tendência de alguns destes ardentes obreiros do lar pátrio, de onde irá irradiar a luz, um dia, com todo o seu fulgor...
A sua virtude correspondente é a prudência com que o herói (de coração de leão) irá mostrar a sua bravura, e a sua cor o vermelho; no tarô corresponde ao naipe de paus (a «sarça ardente») e ao signo do Leão), e é o cetro do comando (ou «varinha mágica»), que simboliza o poder gerador masculino. Pai.
Expressões:
• Casa sem fogo, corpo sem alma.
• A ferro e fogo.
• A luz, onde está o fogo, aparece.
TERRA
A terra é representada pela grei, que foi sempre a última a dar a palavra (vox populi) em questões fulcrais como a manutenção da independência ou no sustento quotidiano da própria nação. Com um comportamento terra-a-terra e associados ao tipo de sangue mais antigo, o O, estes portugueses, tal como O Lavrador vão arando os campos e cultivando o espírito, «agarrados» ao solo pátrio e à vontade inquebrantável de colher os frutos do seu labor em prol do seu bem-estar e do dos seus compatriotas, presentes e futuros. O temperamento destes portugueses é tipicamente melancólico – aquele que perde o familiar na carreira das Índias ou de outra hybris qualquer, mas também aquele que possui a vontade que move montanhas e que tem bem assentes os pés na terra (a melancolia deve levar à esperança – não tristeza!). São também os que extraem do solo os minérios, que depois de trabalhados (pelos ferreiros — fogo/água) servirão para romper e amanhar as terras férteis do mito e das lendas (dos alquimistas — terra/ar). E ainda os lavradores que enchem os celeiros para alimentar a comunidade ética e esteticamente, donos de propriedades e bens
A idade da Terra é um assunto controverso que já vem dos mitos gregos e de outras civilizações; mas a terra continua a ser o nosso habitáculo material, o nosso corpo — ossos, que vêm do pó e ao pó voltarão.
Os signos correspondentes a este elemento são o Touro, a Virgem e o Capricórnio – o mercador (lavrador, artífice e construtor) –, diferentes «gradações» das forças da natureza (terra-mãe) no seu ciclo eterno.
A sua virtude correspondente é a fortaleza com que se edifica a morada do espírito e a sua cor o preto; no tarô corresponde ao naipe de ouros (o «metal») e é o que faz a síntese do ternário na unidade. Trindade ou tri-unidade (Família).
Expressões:
• Não há boa terra sem bom lavrador.
• Quem compra terras, compra guerras.
• A gente não come terra, mas a terra come a gente.
AR
De temperamento sanguíneo, nervoso, os nativos de Gémeos, Balança e Aquário – o intelectual (teórico, poeta e filósofo) – são ideólogos, utópicos e comunicadores que fazem circular as ideias e os pensamentos matriciais que formam a alma da pátria. O seu grupo sanguíneo, A, faz deles os vegetarianos natos e os pacifistas (e pacíficos) por natureza, que elevam às alturas o sonho de voar nas passarolas da inventiva humana (ícaros — ar/terra). São ainda os grandes oradores e utopistas, que escrevem a história do futuro nas suas profecias, inspirados pela brisa suave da saudade de um dia virem a ser os mensageiros da paz, ou os músicos virtuosos que recebem o sopro dos ventos do «caos» celeste e que captam os sons da harmonia das esferas do espaço sideral. Há, entre eles, sangue quente (ar-fogo), na guelra e na raça dos grandes trovadores e arautos da história etérea (secreta) da nação, passado e futuro. Outros parecem andar com a cabeça nas nuvens (ar-água) que fertilizam o corpo das trovas e o espírito da nação, sempre à espera que o mito se torne história futura – desfeito o nevoeiro do labirinto dos altos voos da utopia da aldeia global.
A sua virtude correspondente é a Justiça que pune e absolve e a sua cor o azul; no tarô (e nas cartas de jogar) corresponde a espadas, o gládio evocador do verbo («glaive de l'éloquence»), arma que desenha uma cruz, evocação da união fecunda entre os princípios masculino e feminino –, ou seja, a justa proporção entre os dois pratos da balança. Filho
Expressões:
• Quem vai ao ar, perde o lugar.
• Construir castelos no ar.
• Ser um(a) cabeça no ar.
• Ar e vento é bom alimento.
ÁGUA
Portugal nasceu e desenvolveu-se sob o signo deste elemento e, tal como o Caranguejo, o Escorpião e os Peixes – o místico (santo, profeta e navegador) –, o seu temperamento é fleumático, linfático, e o seu grupo sanguíneo é do tipo B. Versátil e escorregadia, a água é o elemento da vida e «o sangue da terra», o mercúrio filosófico, da conceção ao mar fértil da consciência; sonhador por excelência, o nauta atravessa o vasto oceano do seu inconsciente à procura do cálice sagrado, da fonte da juventude e/ou dos campos verdes da esperança de alcançar porto seguro, guiado por Vénus. Está relacionado com o tipo B e é o artista e ator, mas também o moralista e o sacerdote que derrama a água do batismo sobre a cabeça do neófito. O seu espírito é representado por todos os grandes navegadores e marinheiros que deram novos mundos ao mundo e também pelos visionários e pregadores que, subtilmente, vão passando a mensagem até ela conseguir os seus intentos. («Água mole...»). Há ainda os que fervem em pouca água e aprendem com a experiência dos antepassados a lição do futuro fértil para a terra que ainda um dia vai «cumprir seu ideal».
A sua virtude correspondente é a temperança necessária à manutenção da saúde e a sua cor o verde; no tarô corresponde ao naipe de copas (o «cálice divinatório») e ao arcano XIV, a Temperança (gráfica e simbolicamente relacionada com o signo do Aquário), e está ligada à recetividade feminina – intelectual e física. Mãe.
Expressões:
• A água rega, o Sol cria.
• Águas paradas não movem moinhos.
• A água de nevão dá pão; a do trovão em parte dá e em parte não.
• Águas mansas não fazem bons marinheiros.
Citando António Quadros:
A esta menoridade e adolescência regressiva não será alheio aquilo a que António Quadros chama o nosso «auto-envenenamento mental», criado pelo não acreditarmos em nós próprios, «no que somos e valemos, no nosso pensamento e na nossa cultura». O que tem a ver com a lei do menor esforço, ou seja, em vez de criarmos algo de novo, a partir do que somos (fomos), preferimos importar, copiar ou a adaptar, ao mesmo tempo que nos «autocriticamos sem medida e nos negamos». Este será, digamos assim, o caráter geral português com que todos somos confrontados, por vezes; no entanto, a nossa força anímica tem demonstrado que é sempre possível transcender este negativismo (e apatia) de modo a superarmo-nos e a mostrarmos a nossa verdadeira índole de povo eleito no concerto das nações.
Será com os verdadeiros portugueses, aqueles que «encarnam» estes quatro temperamentos lusitanos (e igualmente se manifestam nas suas variantes e matizes) que iremos desbravar o caminho da história futura – o aclamado V Império, baseado na herança dos valores espirituais e culturais da Nação portuguesa –; os outros, os renegados e traidores (a antítese dos quatro «modelos ideais»), tal como tem mostrado a história ao longo dos tempos, terão o fim que merecem!...:)
Os pilares da fundação mátria assentam num plano que cavaleiros templários desenharam para o povo primus inter pares dos mitos ocidentais; autoridade moral e poder temporal, plano delineado pelo criador da terra «portogaliza» com capital no Centro, e mais tarde luz boa (de Lisgoa) em direção às terras do Oriente, à procura da Agarta do Preste João: •LVX•PAX•LEX•gREX•
[Para mais desenvolvimentos, ver aqui.]
Ser-se português é, como disse Agostinho da Silva, uma questão «de ser-[se], ou não, à maneira portuguesa. É ser variadíssimas coisas ao mesmo tempo e por vezes coisas que parecem contraditórias. É a possibilidade de encarar um tema e de o encarar de várias maneiras, conforme a época em que viveram, a linguagem que utilizavam, a maneira que se sentiam na vida.» É a constante dialética na luta entre o humano e o divino, a dualidade entre matéria e espírito, místico e racionalista simbolizada na encarnação histórica (avatares) de D. Nuno do Hospital (São Nuno Álvares Pereira), Afonso Henriques e de outros grandes mestres e artesãos da nação lusitana.
Como prova a nossa história, Portugal é um país de santos, poetas e heróis – o espírito (causa/pensamento), a alma (ato/vida) e o corpo (efeito/ação) da Nação –, quinta-essência dos quatro temperamentos «ideais» da filosfia naturalista da Antiguidade e da doutrina dos humores hipocráticos, associados aos quatro elementos empedoclianos: terra, água, ar e fogo, ligados a um determinado tipo sanguíneo e a um perfil tradicional, cultural e espiritual. (Por uma questão de espaço não desenvolveremos a relação entre elementos, alimentos e sangue; embora de grande relevo para a compreensão dos temperamentos («cada um é aquilo que come»), o estudo desta relação fica para mais tarde).
A combinação destes 4 elementos, que são responsáveis pela têmpera dos portugueses, é o fundamento do mundo material. A essência provém da sua justa transformação na economia da era e sublima a dualidade entre deus e diabo ou a bela e os monstros – o ser e o parecer, transversal a povos e mitologias de todos os ciclos da história da civilização terrena. O português, como povo humanista, pratica as virtudes com grande fé e com esperança de que o mundo será sempre melhor, sem se esquecer de praticar a caridade com aqueles que, por qualquer motivo se encontram num degrau inferior da escala diatónica do horóscopo pessoal – e que, ciclicamente, têm vindo a representar a nação ao longo da secreta história deste povo. É com todos estes elementos que se irá operar a transformação, de onde surgirá a essência da arte de ser português – veiculada pela tradição açoriana e isabelina do Santo Espírito e pela simbologia popular do signo-de-salomão. A nossa religiosidade íntima (peculiar) é um misto de influências das três religiões do livro (e influências pagãs) com a conjugação dos elementos estampada na cruz de David (a oposição/complementaridade entre terra/ar e água/fogo). Cada um dos 4 elementos está tradicionalmente, no Ocidente, ligado a 3 signos zodiacais, regidos pelos sete planetas/metais da alquimia e das mitologias – que conta a vitória (e desventuras) dos heróis na tomada dos castelos, a vida pacífica (por vezes, atribulada) dos poetas que não fazem castelos no ar e a abnegação (ascética) dos santos, por vezes com ar de guerreiros. São três as escalas musicais (fá do sol) para tocar o fado e três os fados (castiço, fadista, faducho) a cantar a nossa saudade de ser o que somos (brandos costumes) e ainda o que os nossos antigos não foram nem . Cada uma das notas dá a tónica das sete virtudes (e tantos «pecados» por vezes cometidos com a ambição de possuir selvaticamente o mundo dos outros) de um povo humanista, fraternal e místico, por vezes brutal e descrente consigo mesmo, esquecendo-se do mito que o Velhos dos Restolhos contava e avançando a passo seguro na senda do Novo Império –, onde as tradições ligadas aos cultos de Zaratustra, Lao-Tsé, Confúcio, Mitra, Mani, Buda, Cristo, Maomé e todos os grandes iluminados que escreveram a história ideológica da época (ou da era), serão no futuro uma espécie de síntese dos seus ensinamentos nas trovas de um Bandarra da estirpe de Camões e de todos os notáveis arquitetos do património cultural das letras lusas.
Não aprofundaremos mais o simbolismo da numeralogia para não nos perdermos nos carateres dos 12 signos e casas zodiacais ou no dédalo da interpretação astrológica da horoscopia ocidental, onde cada um dos nativos é uma peça-chave da longa cadeia entre passado e futuro. O presente é sempre o elo entre as evocações da memória e as invocações da imaginativa da história futura.
Neste esboço dos 4 arquétipos nacionais básicos, irão ser descritos, um a um, os quatro temperamentos (como tipos ideias, digamos) que formam a alma da nação e de onde se extrai a essência da arte de ser português –, deixando de lado as várias gradações (e combinações) possíveis dos elementos que os constituem. (O Quinto Elemento é a resultante espiritualizada de cada um, uma espécie de perfeição a que chegam os monges, as crianças e os eleitos de todos os tempos – a paz interior que irradia do brilho onde reina a lei por entre a grei da aldeia global e fraternal. Mais lá para a frente voltaremos à carga com a importância e a clivagem entre o material do Ocidente, apoiado nas colunas de um Hércules que se esqueceu dos ensinamentos, e o Oriente (mais) espiritual, ancorado na tradição de mais um elemento – que por cá se conta como os cinco sentidos).
FOGO
Estão associados e este elemento os nativos do Carneiro, Leão e Sagitário – o conquistador (herói, cavaleiro e guerreiro). De temperamento colérico, estão relacionados com o tipo sanguíneo AB (o mais recente na história filogenética da humanidade) e mostram-se fervorosos combatentes e fogosos heróis que têm vindo a defender a pátria com suas espadas flamejantes e o seu espírito indomável. São ainda os ferreiros e alquimistas que forjam as armas da vitória e os grandes comandantes de exércitos que, apesar de, por vezes, estarem em minoria, vencem pela estratégia e pelo valor dos destemidos soldados que disciplinadamente obedecem aos seus chefes. Alguns têm maus fígados (podendo ser cruéis e fustigados pela ira divina), mas iluminados pelo fogo do espírito, estes místicos mantêm acesa (na forja) a chama viva da liberdade: sua, e do povo que, com amor, representam e defendem. Brincar com o fogo é tendência de alguns destes ardentes obreiros do lar pátrio, de onde irá irradiar a luz, um dia, com todo o seu fulgor...
A sua virtude correspondente é a prudência com que o herói (de coração de leão) irá mostrar a sua bravura, e a sua cor o vermelho; no tarô corresponde ao naipe de paus (a «sarça ardente») e ao signo do Leão), e é o cetro do comando (ou «varinha mágica»), que simboliza o poder gerador masculino. Pai.
Expressões:
• Casa sem fogo, corpo sem alma.
• A ferro e fogo.
• A luz, onde está o fogo, aparece.
TERRA
A terra é representada pela grei, que foi sempre a última a dar a palavra (vox populi) em questões fulcrais como a manutenção da independência ou no sustento quotidiano da própria nação. Com um comportamento terra-a-terra e associados ao tipo de sangue mais antigo, o O, estes portugueses, tal como O Lavrador vão arando os campos e cultivando o espírito, «agarrados» ao solo pátrio e à vontade inquebrantável de colher os frutos do seu labor em prol do seu bem-estar e do dos seus compatriotas, presentes e futuros. O temperamento destes portugueses é tipicamente melancólico – aquele que perde o familiar na carreira das Índias ou de outra hybris qualquer, mas também aquele que possui a vontade que move montanhas e que tem bem assentes os pés na terra (a melancolia deve levar à esperança – não tristeza!). São também os que extraem do solo os minérios, que depois de trabalhados (pelos ferreiros — fogo/água) servirão para romper e amanhar as terras férteis do mito e das lendas (dos alquimistas — terra/ar). E ainda os lavradores que enchem os celeiros para alimentar a comunidade ética e esteticamente, donos de propriedades e bens
A idade da Terra é um assunto controverso que já vem dos mitos gregos e de outras civilizações; mas a terra continua a ser o nosso habitáculo material, o nosso corpo — ossos, que vêm do pó e ao pó voltarão.
Os signos correspondentes a este elemento são o Touro, a Virgem e o Capricórnio – o mercador (lavrador, artífice e construtor) –, diferentes «gradações» das forças da natureza (terra-mãe) no seu ciclo eterno.
A sua virtude correspondente é a fortaleza com que se edifica a morada do espírito e a sua cor o preto; no tarô corresponde ao naipe de ouros (o «metal») e é o que faz a síntese do ternário na unidade. Trindade ou tri-unidade (Família).
Expressões:
• Não há boa terra sem bom lavrador.
• Quem compra terras, compra guerras.
• A gente não come terra, mas a terra come a gente.
AR
De temperamento sanguíneo, nervoso, os nativos de Gémeos, Balança e Aquário – o intelectual (teórico, poeta e filósofo) – são ideólogos, utópicos e comunicadores que fazem circular as ideias e os pensamentos matriciais que formam a alma da pátria. O seu grupo sanguíneo, A, faz deles os vegetarianos natos e os pacifistas (e pacíficos) por natureza, que elevam às alturas o sonho de voar nas passarolas da inventiva humana (ícaros — ar/terra). São ainda os grandes oradores e utopistas, que escrevem a história do futuro nas suas profecias, inspirados pela brisa suave da saudade de um dia virem a ser os mensageiros da paz, ou os músicos virtuosos que recebem o sopro dos ventos do «caos» celeste e que captam os sons da harmonia das esferas do espaço sideral. Há, entre eles, sangue quente (ar-fogo), na guelra e na raça dos grandes trovadores e arautos da história etérea (secreta) da nação, passado e futuro. Outros parecem andar com a cabeça nas nuvens (ar-água) que fertilizam o corpo das trovas e o espírito da nação, sempre à espera que o mito se torne história futura – desfeito o nevoeiro do labirinto dos altos voos da utopia da aldeia global.
A sua virtude correspondente é a Justiça que pune e absolve e a sua cor o azul; no tarô (e nas cartas de jogar) corresponde a espadas, o gládio evocador do verbo («glaive de l'éloquence»), arma que desenha uma cruz, evocação da união fecunda entre os princípios masculino e feminino –, ou seja, a justa proporção entre os dois pratos da balança. Filho
Expressões:
• Quem vai ao ar, perde o lugar.
• Construir castelos no ar.
• Ser um(a) cabeça no ar.
• Ar e vento é bom alimento.
ÁGUA
Portugal nasceu e desenvolveu-se sob o signo deste elemento e, tal como o Caranguejo, o Escorpião e os Peixes – o místico (santo, profeta e navegador) –, o seu temperamento é fleumático, linfático, e o seu grupo sanguíneo é do tipo B. Versátil e escorregadia, a água é o elemento da vida e «o sangue da terra», o mercúrio filosófico, da conceção ao mar fértil da consciência; sonhador por excelência, o nauta atravessa o vasto oceano do seu inconsciente à procura do cálice sagrado, da fonte da juventude e/ou dos campos verdes da esperança de alcançar porto seguro, guiado por Vénus. Está relacionado com o tipo B e é o artista e ator, mas também o moralista e o sacerdote que derrama a água do batismo sobre a cabeça do neófito. O seu espírito é representado por todos os grandes navegadores e marinheiros que deram novos mundos ao mundo e também pelos visionários e pregadores que, subtilmente, vão passando a mensagem até ela conseguir os seus intentos. («Água mole...»). Há ainda os que fervem em pouca água e aprendem com a experiência dos antepassados a lição do futuro fértil para a terra que ainda um dia vai «cumprir seu ideal».
A sua virtude correspondente é a temperança necessária à manutenção da saúde e a sua cor o verde; no tarô corresponde ao naipe de copas (o «cálice divinatório») e ao arcano XIV, a Temperança (gráfica e simbolicamente relacionada com o signo do Aquário), e está ligada à recetividade feminina – intelectual e física. Mãe.
Expressões:
• A água rega, o Sol cria.
• Águas paradas não movem moinhos.
• A água de nevão dá pão; a do trovão em parte dá e em parte não.
• Águas mansas não fazem bons marinheiros.
Citando António Quadros:
Recorrendo à metáfora camoniana, assistimos nos últimos anos à vitória do Velho do Restelo sobre o Gama, o mesmo é dizer, da terra sobre a água e sobre os elementos aéreo e ígneo. (…) O que parece dominar hoje em Portugal é a face negativa, nocturna, decaída do arquétipo, do modelo ou da imagem sublimatória que o português já teve de si próprio e o levou a ousar rasgar os seus trilhos na superfície do mundo ou da vida. (…) Vivemos hoje um período de menoridade e de adolescência regressiva em que, predominando o intelecto passivo, as pessoas se auto-satisfazem e auto-iludem com os lugares-comuns ideológicos, com os discursos demagógicos e com as ideias convencionais de gerações que, para repudiarem um certo tipo histórico de nacionalismo, perderam a própria identidade e já não sabem quem são ou para que são, como portugueses.
A esta menoridade e adolescência regressiva não será alheio aquilo a que António Quadros chama o nosso «auto-envenenamento mental», criado pelo não acreditarmos em nós próprios, «no que somos e valemos, no nosso pensamento e na nossa cultura». O que tem a ver com a lei do menor esforço, ou seja, em vez de criarmos algo de novo, a partir do que somos (fomos), preferimos importar, copiar ou a adaptar, ao mesmo tempo que nos «autocriticamos sem medida e nos negamos». Este será, digamos assim, o caráter geral português com que todos somos confrontados, por vezes; no entanto, a nossa força anímica tem demonstrado que é sempre possível transcender este negativismo (e apatia) de modo a superarmo-nos e a mostrarmos a nossa verdadeira índole de povo eleito no concerto das nações.
Será com os verdadeiros portugueses, aqueles que «encarnam» estes quatro temperamentos lusitanos (e igualmente se manifestam nas suas variantes e matizes) que iremos desbravar o caminho da história futura – o aclamado V Império, baseado na herança dos valores espirituais e culturais da Nação portuguesa –; os outros, os renegados e traidores (a antítese dos quatro «modelos ideais»), tal como tem mostrado a história ao longo dos tempos, terão o fim que merecem!...:)
Os pilares da fundação mátria assentam num plano que cavaleiros templários desenharam para o povo primus inter pares dos mitos ocidentais; autoridade moral e poder temporal, plano delineado pelo criador da terra «portogaliza» com capital no Centro, e mais tarde luz boa (de Lisgoa) em direção às terras do Oriente, à procura da Agarta do Preste João: •LVX•PAX•LEX•gREX•
[Para mais desenvolvimentos, ver aqui.]
15.7.05
pré-história
A história «oficial» da nossa nação começa na Lusitânia, embora o espaço geográfico que conhecemos como Portugal tenha sido povoado por seres humanos antes desse «marco», como atestam os vários achados arqueológicos de Norte a Sul do país.
Do modus vivendi dos nossos antepassados do Paleolítico até aos primeiros escritos sobre a Lusitânia, muito pouco se sabe e, dentro desse pouco ou quase nada, a maioria das opiniões não passam de meras suposições; e, por outro lado, ninguém da comunidade académica, até hoje, conseguiu (descobrir ou) fazer a ligação sobre a verdadeira origem (ou proveniência) dessas populações. O património deste período é imenso e poderá ser visto em vários museus, mas, sobretudo, aconselho a que se visitem os locais onde viveram, porventura, os nossos antepassados mais longínquos. (Lá mais para a frente darei algumas sugestões – e razões – para se visitarem vários locais pré-históricos).
Do modus vivendi dos nossos antepassados do Paleolítico até aos primeiros escritos sobre a Lusitânia, muito pouco se sabe e, dentro desse pouco ou quase nada, a maioria das opiniões não passam de meras suposições; e, por outro lado, ninguém da comunidade académica, até hoje, conseguiu (descobrir ou) fazer a ligação sobre a verdadeira origem (ou proveniência) dessas populações. O património deste período é imenso e poderá ser visto em vários museus, mas, sobretudo, aconselho a que se visitem os locais onde viveram, porventura, os nossos antepassados mais longínquos. (Lá mais para a frente darei algumas sugestões – e razões – para se visitarem vários locais pré-históricos).
5.5.05
in principio erat...
O princípio do universo e a origem da vida na terra têm apaixonado, pelo menos desde os alvores do pensamento racional – o tal shitf epistemológico que terá ocorrido na mente do Tal(es) sábio algures entre os séculos VII e VI aC, e a que se convencionou chamar início da filosofia, ou do pensamento filosófico –, todos os que pretendem tentar descobrir (ainda que com empenho e honestidade), o que está para além das capacidades cognitivas do estado atual da mente do homem moderno. Não entraremos aqui em questões que ultrapassam o nosso estado mental de captação do que é a realidade (ou do que julgamos ser a realidade) desses fenómenos, e muito menos em disputas ideológicas sobre as variadíssimas conceções acerca da existência ou não existência de Deus. Isso fica para o insight, a sagácia, de cada um.
Iremos, antes, fazer uma breve resenha da história do território em que nascemos e das sucessivas transformações que uma pequena comunidade tem vindo a sofrer, ao longo de mais de dois mil anos, até aos dias de hoje para, a partir daí (daqui) tentarmos, baseados nessa rica e plurifacetada história, perscrutar o aqui ainda falta caminhar para cumprirmos o nosso «fado» enquanto Nação. Este o objetivo principal deste espaço, compartilhar a minha «visão» sobre o passado, o presente e o devir deste povo pacato que mora no tal jardim... lançar desafios e apresentar outras abordagens que não a da leitura histórica secreta e da reflexão filosófica de fim-de-semana.
Iremos, antes, fazer uma breve resenha da história do território em que nascemos e das sucessivas transformações que uma pequena comunidade tem vindo a sofrer, ao longo de mais de dois mil anos, até aos dias de hoje para, a partir daí (daqui) tentarmos, baseados nessa rica e plurifacetada história, perscrutar o aqui ainda falta caminhar para cumprirmos o nosso «fado» enquanto Nação. Este o objetivo principal deste espaço, compartilhar a minha «visão» sobre o passado, o presente e o devir deste povo pacato que mora no tal jardim... lançar desafios e apresentar outras abordagens que não a da leitura histórica secreta e da reflexão filosófica de fim-de-semana.
O lema da tarefa segue os passos do criador mátrio: •LVX•PAX•LEX•gREX• e reflete os temperamentos de cada um dos portugueses como uma das 4 castas naturais que vão formar a Nação (eleita entre os povos de boa vontade na terra) para governar o império vindouro.
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